
Palavra do PadrePe. Marcos Rech
Data: 18/08/2010
D. Jacinto: "Celebramos o que somos, o que fizemos e o que esperamos."
"O cuidado com o sagrado reflete a nossa espiritualidade."
ESPIRITUALIDADE
"Espiritualidade é o processo que se faz para encontrar e experienciar Deus. São técnicas e métodos para me encontrar com Deus".
É tudo o que antecede e se sucede do encontro com Deus. É a oportunidade, o momento do encontro com Deus (Is 6, 1-9).
O encontro com o Senhor desperta a consciência da fraqueza, do limite.
A espiritualidade fortalece a dimensão missionária, não se acomoda.
Para a salvação, no princípio é a misericórdia, a compaixão, a bondade, a doçura.
Encontrar e testemunhar Deus. Afirmar que eu o encontrei.
Jo 20, 21- 23: "Como o Pai me enviou, também eu vos envio".
Paulo VI: " A Igreja existe para evangelizar".
Lutero: "Anunciar o perdão é pregar o Evangelho. Anunciar o Evangelho é pregar o perdão".
O contrario de espiritualidade é materialismo (ateísmo) negação de Deus. Também o indiferentismo (relativismo) vive como se Deus não existisse.
Ranner: "O cristão do futuro ou será místico (pessoa que experimentou Deus) ou não será Cristão".
Ter aparência e não viver é ser fantoche.
A Liturgia é o lugar especial da experiência com Deus.
O reconhecimento da fragilidade ajuda a fazer a experiência do encontro com Deus.
LITURGIA
A lei organiza, a liturgia celebra e a caridade serve, ama.
São as três colunas e que tem a mesma importância.
Liturgia é o trabalho em favor do povo. É a ação de Deus em favor de seu povo. Deus nos criou e nos salvou, fazendo-nos novas criaturas pelo sangue precioso de seu Filho. A salvação é dom e graça de Deus. Ela acontece a cada dia. Tudo é dom gratuito de Deus.
Liturgia é a ação pela qual o Pai, por Cristo, no Espírito Santo santifica a Igreja e por ela o mundo, por isso todos dão glória a Deus.
Na Liturgia se faz a experiência de Deus, conhecer por dentro. É algo que nos move, nos transforma, nos leva a mudança. A experiência de Deus transforma.
O encontro com Cristo gerava a experiência de Deus. Hoje acontece nas comunidades através dos ritos. Eles devem ativar o inconsciente e atingir a alma. Devem despertar emoções.
As grandes decisões da vida passam por emoções. Por isso a experiência de Deus passa pela emoção, mas não o emocionalismo.
A Liturgia não é um fazer do ser humano, mas é obra de Deus. Não um produto, um mérito, mas a expressão de um mistério. Que não é bem compreendido, mas é mais acolhido do que racionalizado. Por isso não se preocupar muito com as teorias, mas ajudar a se encontrar com Deus.
A Liturgia é marcada pela gratuidade. Não pode visar a eficácia, a produção. Mas é preciso criar clima, criar ambiente. Para falar com Deus: Silêncio, desapego, comprometimento, surpresa.
ZELO LITÚRGICO
• Respeitar as regras: não engessar, mas respeitar o zelo litúrgico.
• Sensibilidade para o belo.
• Unir conhecimento e respeito pelas regras. Com entrega total, levando a uma vivência profunda.
• Ter a beleza que não é luxo. Deve ajudar a fazer da liturgia uma experiência de Deus.
• A liturgia passa pelo caminho da beleza. Ser cristão é ser amigo da beleza. Isso vai atrair os outros. É um direito de todos.
• Preparar bem o ambiente, a celebração, facilita a manifestação da graça de Deus.
• Cuidar das vestimentas, asseio pessoal.
• A beleza não é um elemento decorativo da ação litúrgica, mas seu elemento constitutivo.
• A celebração é uma resposta humana à Palavra de Deus.
• Não se trata de construir um espetáculo na Liturgia, mas vigiar para que os objetos mudos possam falar por si: o fogo, as velas, as flores, o espaço litúrgico, o altar, a mesa da Palavra, o lugar do presidente, os paramentos, a assembléia, tudo esteja em harmonia.
O presidente da celebração sempre age na pessoa de Cristo.